Cultura é um conjunto de definições, conhecimentos e hábitos que são passados de geração em geração a fim de facilitar a vida cotidiana.

Eu deveria estar feliz por ter minha cabeça bombardeada de informações sobre o mundo desde quando eu nem tinha capacidade de entender porque elas deviam ser assim e, portanto, poder andar pela rua sem que a cada passo duvidasse da solidez do chão a ser pisado. Mas não estou.

Hoje me incomodam mais as marcas irremovíveis de cultura deixadas em minha cabeça que vão de encontro com minhas próprias convicções do que seria a dúvida da  solidez do chão.
Não é uma questão de não ter opinião própria, mas sim um esforço constante e irredutível de ter que reprimir os impulsos culturais da cabeça baseado nos julgamentos racionais da mente.

É você olhar para uma modelo e achar ela bonita do fundo do seu coração, mesmo sabendo que aquele estado não é saudável para qualquer corpo humano.
É, por pura possessividade e egocentrismo, se sentir ofendido e magoado por imaginar seu amor se relacionando com outra pessoa , mesmo sabendo que esses sentimentos envenenam sua alma e que ela está sendo feliz em fazer isso.
É você sentir vergonha de ficar nu mesmo sabendo que assim você veio ao mundo e viveu muitos momentos felizes na sua infância por estar assim.

Mas pior que tudo isso, não é essa luta constante com o lixo atolado em sua cabeça, mas sim a realização a cada dia da extrema dificuldade que é remover esse conhecimento embutido.

“É você se olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo
limitado, e que só usa dez por cento
de sua cabeça animal.”
Ouro de Tolo – Raul Seixas

Eu entendo que existem definições que apesar de infundadas são importantes e não fazem mal algum. Note que o vermelho é a cor do amor e graças estes tipos de definições  nós conseguimos interagir uns com os outros e sentir o mais variado ramo de sentimentos e , afinal, esse é um dos grandes objetivos da vida.

Eu não proclamo que as flores deixem de ser bonitas, nem que a pomba deixe de  ser o símbolo da paz, mas, simplesmente, que o certo deixe de ser errado.

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Bio-casas

julho 6, 2010

Hoje eu vi um vídeo bem legal (valeu Flávio Medina! ^^) sobre um projeto de “biocasas”.
(O vídeo só é até 2:50)

Na verdade a ideia de bio-casas já existe a bastante tempo. Inclusive existe um projeto acontecendo no Capão sendo desenvolvido por uma artista plástico conhecido com “Caulêu” (=D) para a construção de uma Ecovila, que, basicamente, seria um conjunto de casas construídas com diversos aspectos de auto-sustentabilidade como a utilização de adobe (uma especie de tijolo porém feito de terra e outros elementos naturais), canteiros bio-sépticos (canteiros para depósito de lixo orgânico), sanitário seco, reaproveitamento de água das chuvas, etc.

Porém o que esse vídeo propõe é uma mudança muito maior. Ele traz a ideia de integração completa do nosso modelo de moradia ao ambiente. E o grande ponto nisso é que além de estarmos preservando o planeta, nós podemos aproveitar dos benefícios oferecidos pela natureza como por exemplo o processo de fotossíntese das plantas.

É claro que de antemão podemos perceber diversos problemas envolvidos na implantação desse projeto como o limite para o crescimento da casa e doenças que ela possa por ventura contrair (xD). Além disso ainda existem problemas com relação às necessidades básicas da casa como água e outros nutrientes que ainda são escassos em algumas regiões. Porém esses são problemas muito menores em relação ao que nós temos atualmente com nosso modelo de moradia e as vantagens agregadas a esse novo modelo são muito maiores.

Você já parou pra pensar que com uma casa de planta carnívora você nem precisa de repelente! Agora é bom tomar cuidado com as paredes…  =D